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Lafayette e os Tremedões

Eles são uma brasa, mora!
Influenciados e fanáticos por tudo o que a Jovem Guarda proporcionou de bom a nossa aldeia global, além dos petardos que ilustraram a década de sessenta, seis amigos boa pinta, bacanas e inseparáveis resolveram prestar uma homenagem a esse grande momento da música brasileira,quando eram transmitidos programas de auditório com cortes ao vivo,imagens de película, e a vida, meu chapa, era bem menos complicada, sacou?
Assim nasceu então Os Tremendões, uma óbvia referência contemporânea ao extinto e versátil combo que acompanhou o genial Erasmo Carlos num dos grandes momentos de sua trajetória, quando estacionava seu carango em frente a TV Record para bater ponto no programa "Jovem Guarda", ao lado do seu amigo Roberto e seus inseparáveis anéis de ouro e jade. Uma curtição!
E foi depois de poucos e memoráveis shows, que Marcelo Callado (bateria); Melvin (baixo); Érika Martins (voz); Nervoso (voz, guitarra e teclas); Renato Martins (voz e guitarra) e Gabriel Thomaz (voz e guitarra), descobriram que algo faltava. As brincadeiras sempre surgiam quando Nervoso, improvisado no teclado, errava uma nota ou outra: "Ei, o Lafayette jamais faria isso". Risos e piadinhas à parte, o fato é que a ausência de uma marca registrada fazia falta. Eis que num belo dia ensolarado, o Gabriel sonha com a realidade: "Estou indo ao encontro do Lafa. Em breve ele fará parte dos Tremendões". Papo firme ou papo furado?
Bicho, sabe-se lá como, o incomparável organista foi achado nos cafundós de Niterói e, depois da apresentação de seu "conjunto", recebeu o convite... e aceitou sem mancar! Talvez ou principalmente por ter se identificado com a boa energia dessa moçada sempre pra frente, bem ocupada com seus conjuntos da pesada, como O Canastra, o Autoramas, o Carbona, Erika Martins & Telecats e o Nervoso.
O fato é que, agora, a alegria de poder vibrar ao som de grandes clássicos, raramente – ou nunca – lembrados pelo Rei, ou mesmo, a turma da Jovem Guarda, que aparece de vez em quando, está de volta e deu uma esticada com a marca registrada de outro rei, o das teclas: Lafayette.
Prova disso foi a reação eufórica do público presente no show de estréia de Lafayette e os Tremendões, no Teatro Odisséia, dividido entre os olhares atentos da garotada que nunca presenciou um show do Rei nos anos dourados e das expressões dos coroas que reviveram momentos inesquecíveis ao som do órgão do Lafa e das minissaias que lá estiveram presentes sem dar tábua. Legal pacas, morou?
Essa curtição se estendeu a outros nobres palcos cariocas e inclusive rompendo barreiras interestaduais, com grandes atuações em São Paulo e Brasília.
Sem sombra de dúvidas, este 2005 em que se comemora os 40 anos da Jovem Guarda começa repleto de emoções.
E você? Vai dar uma de careta e ficar de fora dessa?
Info
Local:
Rio de Janeiro
Nº de vezes em que tocou no festival:
1 (2008)
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